Gaby Amarantos vira a Beyoncé do Pará – Musa do Tecnomelody
July 10, 2010 por: adminPublicidade
Todo movimento recente da música popular brasileira gerou algum ídolo. O pagode, nos anos 80, lançou Zeca Pagodinho. A axé-music, dos anos 90, projetou Ivete Sangalo. Da música sertaneja vieram, na virada do século, Bruno & Marrone. Agora parece ser a vez do tecnobrega – um movimento musical nascido há dez anos na periferia de Belém. A estrela que desponta é Gabi Amarantos, ou melhor, Gaby, com y, também conhecida como Beyoncé do Pará.
O apelido não é casual. O próprio ritmo foi rebatizado: passou de tecnobrega, com a pecha de cafona, para tecnomelody. Os novos nomes (em marketing isso seria chamado de reposicionamento no mercado) ajudaram a música pop paraense a ganhar renome nacional – e mundial. As mudanças na carreira de Gaby Amarantos, de 31 anos, começaram em janeiro, quando ela aceitou o conselho de um numerólogo desconhecido e trocou o “i” de seu primeiro nome pelo “y”. “Nunca acreditei muito nessas coisas, mas lembrei que, toda vez que meu nome ganhava repercussão maior na imprensa, saía errado, grafado com ‘y’”, diz. Acaso ou não, a mudança deu certo. “Minha vida virou outra.”
Um mês depois, ela e sua banda, a Tecno Show, participavam de um dos mais importantes festivais de música do país, o recifense Rec Beat. De maiô preto e meia arrastão, ela subiu ao palco entoando uma versão em português do sucesso “Single ladies”, de Beyoncé. “Tô solteira” era apenas mais uma das dezenas de canções produzidas mensalmente pelos artistas de Belém. Ao reconhecer um dos maiores sucessos americanos dos últimos tempos misturado com a batida eletrônica do tecnobrega, o público de 30 mil pessoas – o esperado era de 3 mil – começou a gritar: “Gostosa! Poderosa! Beyoncé!” Ela diz: “Foi meu batismo. Virei a Beyoncé do Pará!”.
